segunda-feira, 5 de abril de 2010


[...] Soube fazer de tuas mãos o laço com que atei a teia da vida,
Soube fazer da vida um sonho, onde desencadeei, onde fui foz do rio que desagua em seus braços.
No seu corpo desafiei a lei dos homens descaracterizados pela textura da ignorância que à revelia determina os passos das minhas emoções.

segunda-feira, 29 de março de 2010


...Em tudo o que era,

.... Em tudo que ardia,

se fecha e passa.

sexta-feira, 5 de março de 2010



(...) Ele é um campo inerte de tácito silêncio que não produz um mínimo pulso no coração voraz das coisas.

Pois eis que uma mão toca, abre esse campo, traduz em caos a inércia; e o que antes não-era, não-estava, pulsa, devasta o equilíbrio límpido do branco.

... O arcaico engendro da vida!

quarta-feira, 3 de março de 2010



Só quando o amor escandaliza a vida

a existência arde

no corpo táctil

que é seu nome

É a escrita natural de todo ser

conhecer o calor da conjugação de outro

e depois partir-se

ir-se juntar ao pó do que a vida moldará em tempo ausente (objeto humano quase).

Dércio Braúna