sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quis pensar que por um tempo
Eu apanharia com as mãos
Os sentidos apurados de minha desventura.
Depois das estocadas em pele viva,
Ainda soube esticar meus lábios
Ressecados de tanto sol
Nos varais de tola sorte.
O meu outro agora se esvai
E descansa,
Descansa
Por sobre a relva invisível
Da minha ingênua alegria.


segunda-feira, 5 de abril de 2010


[...] Soube fazer de tuas mãos o laço com que atei a teia da vida,
Soube fazer da vida um sonho, onde desencadeei, onde fui foz do rio que desagua em seus braços.
No seu corpo desafiei a lei dos homens descaracterizados pela textura da ignorância que à revelia determina os passos das minhas emoções.

segunda-feira, 29 de março de 2010


...Em tudo o que era,

.... Em tudo que ardia,

se fecha e passa.

sexta-feira, 5 de março de 2010



(...) Ele é um campo inerte de tácito silêncio que não produz um mínimo pulso no coração voraz das coisas.

Pois eis que uma mão toca, abre esse campo, traduz em caos a inércia; e o que antes não-era, não-estava, pulsa, devasta o equilíbrio límpido do branco.

... O arcaico engendro da vida!

quarta-feira, 3 de março de 2010



Só quando o amor escandaliza a vida

a existência arde

no corpo táctil

que é seu nome

É a escrita natural de todo ser

conhecer o calor da conjugação de outro

e depois partir-se

ir-se juntar ao pó do que a vida moldará em tempo ausente (objeto humano quase).

Dércio Braúna